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É tempo de parar de dizer que o mundo mudou

May 15, 2017

Sim. O mundo muda. O mundo mudou e como palestrante e participante de congressos estou cansado de ouvir isso a cada introdução roteirizada de um discurso semi adaptado. Todos nós sabemos que o mundo mudou e aliás não é de hoje. O mundo mudou na Renascença, na revolução industrial, quando descobriram a roda e até quanto descobriram o fogo. Se fechar os olhos, juro que consigo imaginar a conversa entre homens das cavernas dizendo: “É, desde que inventaram esse fogo aí, as coisas não são mais como eram! ”

 

Desculpe o tom humorado deste primeiro parágrafo, usei apenas para exemplificar fases da evolução da nossa espécie que simbolizaram marcos e dobras na nossa evolução societal. Nesses períodos em que ocorrem mudanças significativas sociais ou culturais, fragilizamos a ordem e a sociedade se torna caótica até encontrar uma forma de se reestabelecer e se adaptar às mudanças. Gerando então uma nova era. Esse fenômeno foi nomeado pelo autor e pesquisador Shel Silverstein como Tesarac.

 

O que acontece é que o mundo mudou, mas o caos de hoje é diferente. Para Shel, o período de um Tesarac seria de aproximadamente uma década, foi assim nos marcos analisados por ele e citados acima. A diferença é que hoje não conseguimos mais compreender qual foi o último marco, as velocidades de interações, invenções marcantes e a forma como elas se conectam causam um novo período de Tesarac a cada momento. A velocidade da informação não nos deixa acostumar e a forma intensa como vivemos desorganizou a sociedade de um jeito que passamos a ser a desordem. Você pode até ficar dizendo que o mundo mudou, e que é preciso se adaptar, mas não adianta, quando conseguir entender esse novo mundo, ele já será outro, outra vez.

 

Com base nisso, pergunto: Como fica o papel da comunicação e dos departamentos de marketing nisso tudo? Como propagar uma marca em meio a um Tesarac constante?

 

Para alguns a ficha caiu, outros ainda acham que é culpa da internet, mas há mais de uma década escuto veículos, anunciantes e agências perdidos buscando encontrar uma forma, um canal, algo que possa fazer a sua marca impactar o seu público.

 

Bem, esqueçam a teoria institucional, a sociedade de fato quebrou os padrões e as instituições. Políticos, empresários e trabalhadores são agredidos por gente que não sonha ser nenhum deles, com outras motivações e uma nova forma de viver, e isso não é um privilégio de nós Brasileiros. No último ano, estive em pelo menos 5 países entre América e Europa e os problemas eram os mesmos.

 

Foi então que resolvi traçar um paralelo entre estas nações no passado e no futuro, para assim buscar compreender o que não havia mudado durante esses períodos de caos ou de bonança, afim de me agarrar em um mastro sólido para a comunicação. Foi simples: Pessoas. Independente dos modelos sociais e das instituições, as pessoas ainda são as mesmas, se relacionam da mesma forma, conquistam amigos, começam namoros, fazem inimigos. Gente não deixa de ser gente em qualquer dobra histórica e o que a nossa raça faz de melhor é gerar sentimentos através de relacionamentos e vice e versa.

 

A nossa comunicação, essa que não é mais das empoeiradas agências de comunicação, mas de uma aliança entre diferentes empresas e departamentos de marketing, não precisa ser online, guerrilheira ou offline. É preciso estar presente na vida das pessoas, é preciso ser On-life. Não é sobre vender mais. É sobre se relacionar melhor.

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