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Fique com os clássicos

May 30, 2017

Mídia sempre foi um departamento desvalorizado pelo cliente e pelo dono do cofre das agências. Enquanto a Criação é como a vitrine das boulangeries francesas, a Mídia mais parece com os baguetes, que saem a toda hora do forno e vendem como pão. Porém, não se engane: sim, a Criação chama atenção, mas quem realmente sustenta os prédios com belas vistas e móveis do futuro das agências é o Departamento de Mídia.

 

Ou, pelo menos, era assim. Hoje, o Departamento de Mídia passa por uma severa crise de identidade, em um caos semelhante ao vivido por fabricantes de filmes fotográficos e de máquinas de escrever, que precisaram se reinventar – ou perecer. Definitivamente, os profissionais desses setores sabem cada dia menos para que trabalham.

 

O fato é que todas as mídias são complementares, seja on, off ou a melhor delas: conteúdo. Certa vez, lendo o livro “Marketing 3.0” do velhaco Kotler, um professor amigo me disse: “Weber, fique com os clássicos”. Confesso que, em um ato de rebeldia, entrei em discussão, dizendo que precisamos esquecer o passado, que a comunicação evolui, que o mercado mudou, que as coisas não são mais como eram. Precisei de tempo para entender que nem de Kotler ele estava falando. Kotler nada mais é do que um agrupador de bons conteúdos. Aos poucos, descobri que, ao ler os clássicos artigos e livros, aqueles que traziam o conteúdo original, com a riqueza de pesquisa que embasou o resumo do velhaco e de seu fiel escudeiro Keller, eu estaria tendo insights muito maiores do que aqueles tirados do pobre “Marketing 3.0”.

 

Demorei para entender isso, assim como acho que demorei para entender que, entre milhares de mídias, uma se destaca. Ela é completa, é ampla e é onipresente. Ela é tradicional - ou não.

 

O outdoor.

 

Na definição americana, outdoor é propaganda de rua. Seja ela placa de esquina, fachada, pintura de lateral de prédio ou o nosso clássico 9 metros por 3. O outdoor está em nossas vidas desde que nos conhecemos, e abre uma ampla possibilidade de impactos, comunicação e irreverência que poucos sabem usar.

 

Claro, não se trata apenas de autorizar a impressão de alguns papéis mal colados. Pense no uso de apliques, motores, novos materiais de produção, cheiro, sombras, recortes. Não acredita? Basta uma simples “googleada” para vermos as bárbaras possibilidades que essa mídia nos dá e que, aliadas a uma boa estratégia e um grande conteúdo, podem virar conteúdo On-life. 

 

Então, parafraseando: para inovar, fique com os clássicos.

 

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